“Suas crônicas são ácidas, caem no colarinho e não saem com tira-manchas, perfuram o tecido até marcar a pele para sempre. Humor desesperado sobre relacionamentos desesperados sobre respostas desesperadas. Se não mentíssemos o que sentimos, não enfrentaríamos nenhum constrangimento na vida a dois. Mas a literatura é quando contamos a verdade.”
Fabrício Carpinejar, sobre Clarissa Corrêa. (via liricismo)

déjà vu volage, 1976.

Não empreste a tua dor, toda dor tem sua beleza desvairada. Deseje por um instante de entendimento, um ligeiro ímpeto de lucidez. Guarde das pétalas o aroma doce da ilusão. Na mente, observe as cenas repetidas do amor de mãos atadas, tantas vezes encenado nos becos imundos sobre os tuneis de Paris. Das canções guarde apenas as guitarras dementes do som do the cure. E depois do último trago no cigarro, tenha certeza que o amor nunca acaba, ele apenas se dilui formando uma nova camada impermeável sobre nossos corpos cansados de tanto amar, amar e amar.
Elisa Bartlett





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Desabo poesia

meu grito é silêncio.



“A verdade é que não sei amar pouco, gostar pouco. Sei é de me doar, me fracionar e, ao fim, sempre, sempre chorar.”
— Achismos