“O tédio desce quente e impassível
Sob a mente dispersa
Fugaz monotonia, entorpecimento do pensar
Mãos assimétricas, rostos de papel
Fitam-me atentos, frutos de nostálgicos momentos
Ritmos quebrados, como mil prosas rasgadas
São minhas modorrentas vidas passadas.”
— Achismos
“
A poesia me engoliu
me tragou.
Explodiu.
foi pior que
Hiroshima e Nagasaki.
A poesia me sacudiu
foi pior que terremoto.
Transbordou
foi mais violento
que mar
em dia maremoto.
”
—
A poesia me engoliu, H.Conrado
(via 0bliqua)
“Quero flores
Que carreguem tua fragrância
E mil amores
Que de ti me matem a ânsia”
— Achismos
i-m-e-r-s-a:
sou um vulcão
e meus olhos:
minha erupção.
“Quando advier
De em teu corpo encostar-me eu
E sob teu olhar cair o meu
Saibas o amor de uma mulher
É maior que Berlin a Pequim,
Maior que as guerras e o ódio
Maior que os infidáveis fins
Maior que o sicário ócio
Maior que meus paradoxos
E maior que meus remorsos
Maior que minha linda quimera
Maior que a espera
Maior que o céu
Mas é
Amor menor que o meu
Por ti, mulher.”
— Achismos
Tormento.
0bliqua:
Em lágrimas silenciosas me desfaço, gritos mudos saem de mim e me engasguei com palavras não ditas. Esse é meu fim; É meu tormento, meu castigo, meu inferno… Eu já não tenho vida em mim. Meu espelho reflete um corpo vazio, abandonado, mal cuidado. Minha face nua e limpa, revela as olheiras das noites mal dormidas e as rugas deixadas pela vida. Ah, se viver é este tormento eterno, prefiro afogar me em mar aberto e deixar-me levar pela ondas, até a morte.
“Deixa a tua boca
me fazer companhia:
conversar com o meu corpo
libidiando tua ousadia.”
“Tantos afazeres, misteres dessa vida, e tão pouca vontade de realizar-los. Eu boio à margem, à deriva. Flutuo nessa vida tosca, nessas preguiças delongadas, procrastinações intermináveis, nesse navio sem timão. Boio, descontraio, deixo-me ir para onde a brisa me levar, sabendo que no fim é impossível não afundar.”
— Achismos